terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Novo aumento de pedágio na BR-101 deixa motoristas indignados
Autopista reajusta tarifa mais uma vez enquanto a prometida duplicação ainda está longe. Motoristas também reclamam da falta de obras que minimizem perigo da rodovia
Para o motorista marcelo, o aumento é um absurdo já que a BR está em péssimas condições
Para quem trafega pelas estradas do Rio de Janeiro a partir deste mês de fevereiro, deve ficar atento as novas tarifas de pedágio da BR 101, no trecho entre a divisa com o Espírito Santo e a Ponte Rio-Niterói. O reajuste de 10,7% pegou muito motorista que não sabia do aumento de surpresa. A tarifa básica passa de R$ 2,80 para R$ 3,10. Torna um gasto a mais para quem viaja.
A mudança no valor foi feita nas cinco praças de pedágios. A concessionária responsável pela Rodovia, Autopista Fluminense, admitiu que o reajuste anual da tarifa sempre acontece na data de início da cobrança, no dia dois de fevereiro. O reajuste anual está previsto no Contrato de Concessão entre a Autopista Fluminense e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Este reajuste foi motivo de reclamação. Com o aumento na tarifa, os motoristas esperam melhorias na Rodovia. O JORNAL EXPRESSO REGIONAL acompanhou de perto a indignação dos cidadãos. As principais reivindicações de quem pega a estrada são os constantes buracos e a insegurança da rodovia, que ainda não foi duplicada.
De acordo com a concessionária, cerca de 80% da rodovia no estado não estão duplicados. A Autopista Fluminense informou que são 45 pontos de intervenção na BR 101, como a duplicação em andamento dos 60 quilômetros entre Campos dos Goytacazes e Macaé. A concessionária ainda esclareceu que a prioridade é tapar os buracos nos pontos mais críticos. A realização de obras de recuperação do pavimento segue os prazos previstos no cronograma do Contrato de Concessão, priorizando os segmentos de pavimento mais danificados.
Entretanto, nada foi feito nos pontos mais críticos da região norte fluminense. Até o momento a Autopista Fluminense não reformou os trevos, na entrada e saída das cidades; não ativou o "pardal eletrônico" nas mediações do distrito de Rio Dourado; não construiu passarelas para locomoção de pedestres que precisam atravessar a rodovia com segurança; entre outros fatores que precisam ser construídas urgentemente.
Sobre a duplicação da BR 101 a concessionária ainda ressaltou que a via ficará menos sinuosa entre Macaé e Campos, sendo o trecho com maior número de acidentes. Dados da Autopista mostram que mais de 900 pessoas já morreram na BR 101 antes da duplicação. São registradas cerca de 150 mortes por ano. Este número pode aumentar ainda mais pelo prazo que foi determinado para a conclusão da obra: seis anos.
De acordo com a Autopista Fluminense, os serviços de atendimento aos usuários, que englobam o socorro médico e o atendimento mecânico de emergência, somaram cerca de 110 mil chamados na rodovia. Mesmo com o aumento no volume de veículos registrado ao longo dos anos, a Concessionária registrou queda de 6,5% no número de mortes entre janeiro e dezembro de 2011, na comparação com o mesmo período de 2010.