quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ministério Público Eleitoral pede impugnação de Octávio em Quissamã




Ex- Prefeito Octávio Carneiro (PP) é citado em ação por contas consideradas irregulares

O Ministério Público Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro protocolou uma ação 
de impugnação do registro de candidatura à prefeito de Quissamã de Octávio Carneiro (PP), 
da coligação "Unidos por Quissamã". Octávio teve contas consideradas irregulares pelo 
Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro em seis situações, referentes ao período em 
que ocupou o cargo de prefeito de Quissamã.

Na ação está escrito o seguinte: "Por força do disposto no artigo 11 § 5º, da Lei nº 9.504/1997, 
a Corte de Contas tornou disponível à Justiça Eleitoral a relação dos que tiveram suas contas 
relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do órgão competente, figurando na lista o nome do impugnado (Lei da Ficha Limpa)".

O texto enumera as situações em que as contas de Octávio foram rejeitadas; "ilegalidades no
 pagamento de abono pecuniário, ajuda de custo, insalubridade, e diferença de dias trabalhados" e "ilegalidade na realização de despesas com recursos provenientes de adiantamentos na aquisição de produtos destinados a sorteio".

E ainda "ilegalidade no ato de inexigibilidade de licitação em favor do Quissamã Futebol Clube" e "irregular aplicação de recursos públicos em finalidade diversa daquela prevista na legislação,
 por meio de subvenção concedida à Associação de Moradores de Pindobas para reforma da 
capela de Nossa Senhora da Paz".

A quinta questão especificada cita "em decorrência da concessão de recursos públicos, 
mediante subvenção, à Associação de Moradores do Bairro Caxias, Proteção à Criança 
e ao Idoso, para finalidade sem amparo legal". E a última: "em decorrência da concessão 
de recursos públicos mediante subvenção à Associação de Moradores e Amigos do Sítio 
Quissamã em afronta ao disposto no art. 16 da Lei Federal nº 4.320/64".

No fim da ação, está escrito "Vê-se, portanto, que o impugnado é inelegível para qualquer 
cargo, de sorte que seu requerimento de registro de candidatura há de ser indeferido". 
A ação pede um prazo de sete dias para a defesa e é assinada pelo promotor eleitoral 
Álan Ribeiro de Oliveira.



terça-feira, 10 de julho de 2012

Olha aí quem são perseguidores!!!




É assim: fazendo gestos obscenos, numa total falta de respeito que se reúnem os aliados dos candidatos Octávio Carneiro (PP) e Furinga (PR). É assim que querem governar Quissamã? O povo exige respeito senhores!

Não podemos confiar em ALIANÇA POLITICA feita por baixo dos panos, que ate poucos tempos atrás era sigilosa, quem não deve não teme!


Der repente tenha sido por conta do processo que o Ex Prefeito Octávio Carneiro (PP) e seu vice Furinga (PR) que foram denunciados ao Ministério Público pelo crime de corrupção passiva, que segundo o MP o Ex Prefeito Octávio Carneiro teria recebido vantagens pessoais de empreiteiros e seu atual candidato a vice prefeito intermediou o recebimento, pois na época Furinga era secretário de fazenda, braço direito e esquerdo.

Temos que esperar mesmo sempre o pior dessa “CHAPA” 

 
É assim que "ELES costumam tratar as pessoas.
Desrespeito!

Olhem bem para essa imagem, pois será isso que iremos receber deles se não ficarmos bem espertos!

É duro admitir, mas será assim, não precisa ser muito esperto para saber quem governará Quissamã.

Nós sabemos quem é realmente o traidor!!!



































































Quanto será que custa para fazer as pessoas se comportarem dessa forma?

Sim... Isso não é comportamento de pessoas que estão vendendo uma imagem de mudanças, é assim que pretendem mudar Quissamã?

Mudar Quissamã e transforma - lá em circo?

Estão falando em perseguição eles são os perseguidores onde já se viu chacotear uma pessoa que está fazendo apenas seu trabalho, será que nunca ouviram a palavra LIBERDADE DE IR E VIM, e a pessoa em questão é um FOTÓGRAFO que vive de sua profissão.

É minha gente...

É isso ai que temos que evitar esse tipo de gente que temos que manter longe da nossa cidade, pois essas pessoas são preconceituosas, astuciosos e totalmente desprovidos de escrúpulos.
Agora estão usando suas paginas nas redes sociais para também chacotear, desmoralizar as pessoas que acordaram e tiveram coragem de cair fora!
Pessoas como essas merecem respeito sim, pois tinham sonhos, projetos, gente de bem que ao contrario de lá será muito bem recebido aqui, podem falar o que quiserem, podem dá o valor que lhes convém, mas CUIDADO, falar sem prova é um risco que cabe a nós decidimos se vale a pena ou não corrê-lo.





Eu jamais me perdoaria se não fizesse essa pergunta.


                 SUPONHAMOS QUE:






Ø Um pré candidato a vereador de oposição custe R$ 150,00





· Quanto custou para tentar comprar um PARTIDO inteiro?



Que é sabido por todos que os componentes do mesmo tiveram que entra na justiça para que desfizesse essa injustiça.
Que segundo eles não eram GADOS para serem comprados de porteiras fechadas


· Quanto que custa para abrir mão de candidatura a prefeito por 4 vezes?




· Quanto que custa para abrir mão de ser vice Prefeito?




· Quanto será que custa para arquitetar e executar um GOLPE que parou a cidade de Quissamã?







quarta-feira, 27 de junho de 2012

As coisa não estão nada bem para o lada da oposição, segundo fontes seguras e SUPER SECRETAS.


























   
As coisas não estão nada bem para o lado da oposição, segundo fontes seguras e SUPER SECRETAS.

O então Vereador Juninho Selem que gritava aos quatro cantos da Cidade que era candidato a Prefeito tendo como padrinho o Deputado Anthony Garotinho, cansado de tanta decepção ao ver as pesquisas (NÃO CONSEGUIA SUBIR NAS PESQUISAS) e com total desespero pois em qualquer momento poderia perder o apoio do seu Padrinho, desistiu de ser candidato e então anunciou que seria vice do ex Prefeito Octávio Carneiro, ate ai tudo bem se não fosse o fato de estarmos cansados de saber quem é Juninho e de também termos certeza que Sr Octávio também sabe.
Pois bem, após tudo isso ele vem ao público e diz que é candidato sim, convence as pessoas que será Prefeito de Quissamã os ilude com falsas promessas , vende ilusões, pisa nos sonhos e brinca com as esperanças das pessoas, que por algum motivo em momento de desatino acreditou nele.
Minha gente, vocês não podem imaginar o cabelo seco que deu isso!!!
Teve gente que fez ate curso de PRIMEIRA DAMA.

Agora imaginam vocês ate que ponto pessoas como ele pode chegar pelo poder!

Mas adiante volta ele e novamente diz que é vice de Sr Octávio sim, porque as pessoas têm que abrir mão do orgulho e também fez coro a ele o vereador Furinga que o próprio com o seu discurso incoerente afirmou que a união deveria acontecer a muitos tempos atrás, o sensacional foi que ele próprio não acompanhou Octávio a quatro anos atrás, ele foi o primeiro a deixar o velho vagando a deriva!
Agora estão vindo publicamente declarar que o vice prefeito não é mais Juninho e que Juninho será candidato novamente a Vereador.

Acho que essa noticia não ira agradar muito aos pré candidatos a vereador de lá né?
Mais um GOLPE!
Isso mesmo minha gente caminhou de mãos dadas com os pré candidatos ate certo ponto quando ELE viu que se aproximava da reta final, parou e disse:
EU estou aqui, a frente o precipício e agora?

Tem gentes boas do lado dele, tem pessoas que realmente acredita que poderá fazer algo pela nossa cidade.

Tem pessoas lá que sonham em ser vereador, de ter uma oportunidade, viram que Juninho vindo como Prefeito depois como vice teriam essa oportunidade pois foi isso que ele vendeu para todos. Esperto mesmo foi quem pulou fora do barco assim que percebeu que estava sendo usado.





Caiam fora enquanto é tempo!
Todos têm o direito de escolha, façam as suas com muito cuidado, vejam a trajetória de Juninho, pense, reflitam e então decidam.
Observe também se vale a pena confiar em um grupo onde eles mesmos não confiam entre si, ficam o tempo todo se calçando de precaução, se perguntem  porque não confiam entre si, por que se unir com um determinado grupo se não confiam nos membros dele?
Gastem alguns minutos e faças essas perguntas.




Até breve.












domingo, 24 de junho de 2012

O verdeiro mostro chamado GAROTINHO


Cidinha mostra em blog 'verdadeiro' Garotinho

Cidinha mostra em blog 'verdadeiro' GarotinhoFoto: Edição/247

NO DIA DO ANIVERSÁRIO DE MORTE DO LÍDER PEDETISTA LEONEL BRIZOLA, A DEPUTADA ESTADUAL CIDINHA CAMPOS POSTA VÍDEO COM REVELAÇÕES CONTUNDENTES SOBRE O DEPUTADO FEDERAL PELO PR; É O SEGUNDO EM CINCO DIAS, POSTADO APÓS INÍCIO DA TROCA DE FARPAS DIGITAIS, INCIADA PELO EX-GOVERNADOR EM SEU BLOG; ASSISTA



22 de Junho de 2012 às 05:21
Stephania Mello_247 - Em novo duelo, os deputados fluminenses Anthony Garotinho (PR) e Cidinha Campos (PDT) trocam acusações em seus blogs na web. Nesta quinta (21), dia do aniversário de morte do líder pedetista Leonel Brizola, a deputada estadual postou em seu recém-criado blog o segundo vídeo em que faz revelações contundentes sobre o passado do ex-governador do Rio. Até o final da tarde desta quinta (21), segundo advogado e assessor de Cidinha Campos, ela não teve conhecimento de qualquer ação de Garotinho contra o blog ou os vídeos postados pelo YouTube. Assista acessando os links abaixo.
Os duelos de acusações entre os dois, apimentadas pela troca de farpas com a filha de Garotinho, Clarissa, na Assembléia Legislativa do Rio, começaram com mais força no último dia 10 de junho. O deputado do Partido da República acusou Cidinha Campos e ter comprado uma nova "mansão" e aumentado, com "mágica" seu patrimônio, por meio do seu blog. Em resposta, Cidinha iniciou um blog na web em 15 de junho onde faz revelações contundentes sobre a vida do adversário.
Cidinha deixa claro que não para por aí e vai ampliar as revelações nos próximos dias. Anuncia que após a primeira e segunda parte do "livro" que começou a relatar, há uma terceira que ainda não foi publicada na Internet. 
No primeiro vídeo postado, que tem título "A verdadeira história de Anthony Garotinho", conta passagens da infância e adolescência do deputado. Abre seu blog avisando que possíveis incautos que a acusam foram "induzidos", "comprados" ou "iludidos" pelo deputado federal. Disse que "ele mata as pessoas pela língua" e que tem história de "doença" desde a infância. "É um menino mimado que se sente um Napoleão (Bonaparte)", ataca Cidinha. Fala ainda sobre a adolescência do campista. Diz que "era um vândalo" e conta que ele foi preso num posto de gasolina de Campos dos Goytacazes, após ser acusado de roubar gasolina; ele foi tirado da cadeia pelo advogado Paulo Sá, amigo que depois virou adversário do ex-governador fluminense.
Na mesma linha fala em "traição" e recupera a memória de Leonel Brizola na última campanha presidencial. Afirma que o fundador do PDT e também ex-governador do Rio o elegeu, mas foi traído por Garotinho. Cita episódio em que renega o jingle "Lálálálá Brizola" e o então candidato pedetista. Garotinho era candidato ao governo estadual, bancado politicamente por Brizola, e que venceu as eleições ao governo do Estado. 
Em tom firme, acusa Garotinho de ter matado Brizola, usando sentido figurado, e o chama de mentiroso. "Ele inventa por que? Porque ele é doente", diz a deputada com veemência, nos últimos minutos da primeira gravação. Ironicamente, no Blog do Garotinho, o deputado fez uma singela homenagem ao líder, em tom de "para sempre amigos", sob o título emocional "Oito anos sem Leonel Brizola".
E ainda acusa o peerrista de receber dinheiro para a campanha de sua mulher, Rosinha Garotinho ao governo estadual das mãos de Valdomiro Diniz. Este teria pedido a Carlinhos Cachoeira R$ 500 mil, o mesmo bicheiro que hoje dá nome à CPI no Congresso Nacional. 
Na metade dos cerca de 50 minutos de vídeo, a deputada pedetista retruca a acusação do blog, mostrando a escritura da casa que "trocou". Segundo Cidinha, ela vendeu uma casa que tinha na Avenida das Américas, de 1.200 metros, por outra na Rua Jorge Dodsworth, em condomínio fechado, que tem 370 metros quadrados - Garotinho afirma que o novo imóvel tem 1.600 metros quadrados.
"Tudo o que tenho de patrimônio eu comprei antes de ser deputada", afirma.
E ela vai além na segunda gravação. Em "O Cinderelo no Palácio Guanabara", conta episódios de quando Anthony Garotinho era governador do Rio de Janeiro, casado com a então prefeita da capital Rosinha Garotinho.  Reafirma tudo o que disse anteriormente e acrescenta a ligação do pai da também deputada Clarissa Garotinho, com o doleiro Fadel Bergman Viana, encontrado morto em 2003 no Leme, bairro da zona sul carioca.
O tiro de maior calibre guardou para a terceira parte, que deve vir à tona na semana em que os candidatos aos cargos municipais das eleições de 07 de outubro devem ser escolhidos por seus partidos políticos e registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O prazo final é 30 de junho e a convenção que deve unir os clãs Garotinho e Maia acontece no próximo dia 25 de junho, segunda-feira, ás 13 horas. Clarissa Garotinho, filha do ex-governador, e de Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito do Rio César Maia, deve ter as candidaturas ratificadas aos cargos majoritários - prefeito e vice-prefeita. Vão se unir em aliança contra a reeleição de Eduardo Paes. 
Assista:
A verdadeira história de Anthony Garotinho (parte I)





A fase adulta

























domingo, 10 de junho de 2012

Garotinho envolvido em coisas como:corrupção, formação de quadrilha, abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação




Existem inúmeras resenhas já publicadas sobre “Tropa de Elite 2: O Inimigo agora é outro “ cujo foco é tão somente uma análise deste filme a partir da sua própria linguagem, isto é, cinematográfica. Este não é o propósito deste artigo. Acredito que ainda mais do que o primeiro filme, a continuação deste blockbuster nacional tem como foco o debate político e por isso ele deve ser refletido juntamente com as ”polêmicas” que levanta.
Quando o autor de Elite da Tropa 2, o antropólogo Luiz Eduardo Soares, publicou o seu livro (no qual o roteiro do novo filme se baseia) ele certamente alargou a discussão sobre as Milícias e sua atividade na cidade do Rio de Janeiro. O filme, que segue com bastante precisão as palavras de Luiz Eduardo, tem o seu início nos dias de hoje, o que apresenta um problema para o espectador de alguma memória. Afinal, as situações narradas na película em sua maioria, datam dos anos de 2007 e 2008. Nada que estrague este grande feito do diretor José Padilha, mas dado que não houve problemas de se estabelecer datas claras no primeiro filme, ficamos sem entender o porquê desta omissão das datas oficiais na continuação.
Na tentativa de organizar um pouco os acontecimentos do filme com o que foi noticiado pela imprensa na época (fique atento aos links deste artigo, todos eles são notícias de época sobre os acontecimentos debatidos), falaremos aqui dos principais pontos levantados por Tropa de Elite 2 e seus correspondentes “reais”, dando um foco para a discussão que estes acontecimentos podem gerar. Desta forma, é importante avisar que, por mais que este artigo não cite o desenrolar de tramas pessoais e de toda ficção que aparece nas telas, vários eventos descritos aqui serão cruciais a trama por ele apresentada, portanto para o leitor de pouca memória (já que tudo o que falarei aqui foi fruto de intenso debate político nos últimos anos) ou que deseja ser surpreendido é melhor esperar até que se assista ao filme para retomar este artigo.
beira mar Tropa de Elite 2: uma falha chamada segurança pública
Beira Mar no dia seguinte da rebelião


Em Tropa de Elite 2, logo no início do filme somos levados para um evento que ocorreu no dia 11 de Setembro de 2002, isto é, a rebelião de Bangu 1, quando Fernandinho Beira-Mar e os membros de sua facção, o Comando Vermelho, fizeram 8 reféns e tomaram uma parte do presídio. O objetivo? A execução de , assim como de todos os líderes do Terceiro Comando, a facção rival. Na época, a governadora em poder, Benedita da Silva (relegada ao cargo depois que Anthony Garotinho resolveu tentar ser presidente) teria pedido a invasão do presídio, mas felizmente a polícia conseguiu negociar e evitar um novo Carandiru.
No filme, as coisas acontecem de forma um pouco diferente e que não vem exatamente ao caso aqui. O que importa dizer é que o fracasso da segurança pública carioca já havia sido percebido algumas dezenas de anos antes da rebelião de Bangu 1, que se tornou particularmente mais sucateada durante a terrível administração da família Garotinho, o que não impediu que sua esposa, Rosinha fosse eleita governadora poucos meses depois mesmo sem possuir qualquer tipo de experiência política.
Aqui faço um parêntese: Anthony Garotinho tinha um plano de segurança que parecia coerente quando ele assumiu o Governo do Estado, mas durante oito anos de seu mandato sem nenhuma queda evidente de índices de criminalidade é bastante claro que seu plano pode ser considerado um fracasso.
Voltando a questão baseada no filme, o que efetivamente a rebelião de Fernandinho Beira-Mar mudou no cenário da segurança pública do Rio?
Aparentemente não muito, por mais que a rebelião de Beira Mar, e a percepção nacional de que o tráfico era regularmente controlado a partir das prisões tivesse atingido a grande mídia, este fato não pareceu impactar muito a opinião pública. A bolha estourou sob o Governo provisório de Benedita da Silva, ainda que esta não possa ser inteiramente responsabilizada por ela, já que ficou menos de nove meses no cargo e o problema estourou bem no meio deste período. Importante dizer, Benedita não pareceu competente para lidar com o problema. Se os relatos sobre o dia são verdadeiros, ela teria se desesperado e ligado para o seu padrinho José Dirceu, presidente do Partido dos Trabalhadores, procurando instruções sobre o que fazer.
Benedita nega que tenha mandado o BOPE e as demais forças policiais invadirem o presídio, ainda que isto tenha sido reportado por algumas testemunhas. A verdade nesta questão se encontra para sempre perdida, já que nenhum dos lados tem provas contundentes sobre que ação a governadora teria tomado. O importante é que a negociação foi realizada e o massacre de presos foi evitado. Para mérito da Benedita, ela foi responsável por colocar o competente Zaqueu Texeira como Chefe da Polícia Civil, alguém que mais tarde, junto com Tarso Genro, Ministro de Lula, desenvolveria um eficiente projeto de segurança pública, o PRONASCI, de onde saiu a ordem para realizar as primeiras UPPs, que são apenas uma parte pequena deste programa, que em teoria deveria unir segurança com cidadania.
É importante mencionar, Rodrigo Pimentel, co-autor do primeiro livro e tido por muitos como a principal inspiração do Capitão Nascimento (interpretado magistralmente por Wagner Moura) já havia deixado o BOPE nesse período, ou seja, ele não tem nenhuma ligação direta com a rebelião de Bangu 1.
No mês seguinte, o principal responsável pelo sucateamento do estado fluminense durante este período, o radialista Garotinho, falhava em alcançar a presidência (amargando um distante terceiro lugar, depois de Lula ser eleito com a maior quantidade de votos em uma eleição brasileira) mas se provou capaz de manter o poder sobre o estado, através da candidatura de sua esposa, Rosinha Garotinho.
alvarolins Tropa de Elite 2: uma falha chamada segurança pública
O ex-chefe da Polícia Civil e deputado, Álvaro Lins.


O ex-governador seria nomeado como secretário de segurança do Rio de Janeiro, uma piada de mau gosto para o estado, já que seu governo não obteve nenhum destaque na segurança pública. Não demorou muito para Garotinho levar a chefia da polícia civil o bandido Álvaro Lins, no filme representado de forma bastante livre pela figura do secretário de segurança e depois deputado Guaracy (que não é o chefe da polícia civil em Tropa de Elite 2), cuja a eleição foi financiada por criminosos (vale dizer existem paralelos sobre este problema no longa) e marcada pelo abuso de poder. Rocha, o PM corrupto que lidera as milícias também tem muitas características comuns com Álvaro Lins. No ano de 2008, já eleito como deputado estadual, a polícia federal foi capaz de prender Álvaro Lins em flagrante, que teve seu mandato caçado pela ALERJ. Um dos resultados desta investigação teria apontado Antony Garotinho como facilitador das operações da quadrilha, o que seria o início de sua decadência política no Rio. Do ano 2008 para cá, dezenas de processos criminais diferentes acabaram por atingir Garotinho e sua esposa Rosinha, entre eles coisas como: corrupção, formação de quadrilha, abuso de poder econômico, uso indevido de meios de comunicação e etc, processos estes que renderam os dois como inelegíveis em 2010. Mesmo sem poder concorrer ao Governo do Estado, Garotinho se elegeu candidato a deputado pelo PR e foi o segundo candidato mais votado no Brasil, perdendo apenas para o Tiririca, também do PR.
O filme obviamente não é tão direto em suas acusações, mas é fácil perceber as relações entre os personagens fictícios e suas contra-partes que os inspiraram. Terminada esta saga e breve passagem que foi Bangu 1, temos o assunto principal do longa metragem: as milícias.
Para aqueles que desconhecem, as milícias são grupos paramilitares, geralmente organizadas por policiais ativos e inativos, bombeiros, agentes penitenciários e até traficantes de drogas. Elas costumam cobrar uma mensalidade dos moradores das comunidades onde atuam para fornecer uma suposta segurança além de uma série de outros serviços. As milícias são verdadeiras máfias e são mais organizadas que o tráfico de varejo, que não tem capacidade de articulação. A milícia se infiltra na política e no poder público e os usa para seu próprio benefício, a revelia daqueles que moram nas áreas de sua atuação.
O novo filme do Capitão Nascimento mostra as milícias e a política de segurança pública como os principais adversários a um Rio de Janeiro mais seguro. Ele mostra também a luta de duas pessoas de pontos de vista quase opostos contra este mesmo problema. Uma destas pessoas é bem real, no caso, o deputado Fraga (Irandhir Santos) no filme, ou Marcelo Freitas no livro, claramente inspirado em Marcelo Freixo, deputado estadual do PSOL (re-eleito em 2010) que foi o responsável por trazer à luz os problemas das milícias, e por liderar a CPI das Milícias onde cerca de 226 políticos foram acusados de manter relações com estas organizações.
Em 2006, este fenômeno potencialmente desestabilizador cresceu assustadoramente no Rio de Janeiro. As milícias existem na cidade desde os anos 70, controlando algumas das favelas. Porém, num período de seis meses, esses grupos começaram a competir pelas áreas controladas pelas facções do tráfico. Em dezembro de 2006, segundo relatos, as milícias controlavam 92 das mais de 500 favelas da cidade.



Mapa das Milícias no Rio de janeiro

Os primeiros relatórios sobre essa expansão recente e repentina descreviam as milícias como uma forma de segurança alternativa, que oferecia às comunidades a oportunidade de se livrar da dominação das facções do tráfico, garantindo sua segurança. No início, algumas pessoas das comunidades, comentaristas dos meios de comunicação, políticos e até o prefeito da cidade, Cesar Maia do DEM, deram seu apoio aos grupos de milícias. Mas não tardou para que emergissem histórias nas comunidades que contradiziam essa imagem. As milícias tomavam conta dos lugares com violência e depois sustentavam sua presença através da exigência de pagamentos semanais dos moradores para manter a segurança. Eles relataram que as milícias, como as facções do tráfico, impunham toques de recolher e regras rígidas nas comunidades, sob pena de castigos violentos em caso de descumprimento. As milícias controlavam o fornecimento de muitos serviços aos moradores, incluindo a venda de gás, eletricidade e outros sistemas de transporte privado.
nadinho Tropa de Elite 2: uma falha chamada segurança pública


 Nadinho irritado durante a CPI.




Vale mencionar, até mesmo os menores acontecimentos do filme possuem uma base real, como o assalto realizado em uma delegacia de Seropédica pelos milicianos. Onde estes adquiriram armas para sustentar o poder paralelo.
O despertar lento que a política pública teve para o fenômeno das milícias até hoje parece resultar em um grande atraso para que estes grupos sejam devidamente detidos. Por mais que o crime organizado esteja sendo expurgado de diversas favelas da zona sul do Rio, as milícias continuam controlando a zona oeste sem maiores problemas.
Talvez o único avanço nesta questão tenha sido mesmo realizado por Freixo (PSOL) e seus aliados, como o relator da CPI Gilberto Palmares (PT), ao conseguir reunir provas suficientes para caçar os mandatos e impugnar os políticos envolvidos com a Milícia.
O mais notório nesta CPI foi perceber que um dos primeiros nomes a transparecer no documento foi o de Álvaro Lins, o mesmo que foi transformado em Chefe da Polícia Civil pelo Garotinho e que a partir de seu poder coercitivo, foi eleito deputado pelo PMDB (na época o partido de Garotinho). Na verdade, o governo de Rosinha Garotinho transpareceu ter uma base forte e sólida de apoiadores das Milícias, ainda que não existam evidências concretas que ligariam a governadora a estes grupos de forma tão direta quanto aquela retratada no filme. De toda forma, é importante ressaltar que havia sim uma cúpula importante envolta do governo do estado que era patrocinado por ações milicianas. Além do Chefe de Polícia de Garotinho, outros envolvidos notórios eram: o deputado Natalino Guimarães (DEM); o irmão dele, o vereador Jerônimo Guimarães (DEM) e o deputado Nadinho da Favela Rio das Pedras (DEM). Também foram citados na denúncia os vereadores eleitos em 2008 Carminha Guimarães (PT do B) e Cristiano Girão (PPS), da favela Gardênia Azul. Uma parcela considerável dos políticos denunciados já está presa. Vale mencionar também que Fortunato (interepretado por André Mattos) é um personagem que parece fazer alusão a duas figuras distintas: primeiramente ao deputado Nadinho, e em segunda instância ao Wagner Montes (que não tem uma relação confirmada com os milicianos).
E o Rio de Janeiro hoje, passados dois anos dos eventos retratados ao final do filme?
Poucas coisas são mais comentadas do que as UPPs, que de fato tem funcionado bem e até mesmo passaram a ser vistas como um modelo para o plano nacional de segurança pública. Acredito que existam alguns problemas com este modelo adotado no Rio, como a legitimização de comunidades que se encontram em áreas de risco ou de proteção ambiental, de toda maneira, o debate sobre a validade das UPPs e mesmo se elas são passíveis de serem aplicadas em outras regiões do país não cabem neste pequeno artigo.
CPI das Milícias Anistia Internacional Tropa de Elite 2: uma falha chamada segurança pública
   

A CPI das Milícias é entregue a Anistia Internacional


O péssimo sistema carcerário continua funcionando, e nas palavras do Deputado Fraga: “O Estado gasta uma miséria com escola. Para manter uma criança no colégio, depende oito vezes menos que para manter um preso. O sistema carcerário, além de caro, é inoperante. Pior: opera em sentido contrário. Quem rouba um celular sai dele formado em crimes piores. E a população carcerária não para de crescer – dobra a cada oito anos, enquanto a população brasileira dobra a cada meio século.” Acredito que este pequeno trecho pronunciado pelo personagem do filme é um bom resumo de nossa ainda atual situação neste quesito.
Já as milícias se parecem quase imunes ao plano de pacificação do estado, tendo em vista que estas continuam intocáveis na zona oeste da cidade. Vale dizer, os responsáveis pela CPI das milícias até hoje são impossibilitados de fazer campanha nesta região do Rio e continuam a ser alvo de ameaças deste grupo.
Tropa de Elite 2 é verdadeiramente uma evolução clara do primeiro filme, tanto em termos cinematográficos quanto em termos de discussão política. Se o primeiro foi acusado de ser uma visão da direita (segundo o diretor, o filme foi mal compreendido), é possível que este seja cunhado como uma visão mais afinada para a esquerda, até mesmo por ter um candidato do PSOL como um dos personagens principais do filme.
Não acredito que um Tropa de Elite 3 seja produzido, pelo menos não parece haver uma necessidade direta com o término deste segundo filme, no entanto, se mais uma seqüência vier, podemos ter certeza que será ainda melhor se mantiver a mesma forma. Por fim, acho que é válido colocar aqui um pequeno vídeo gravado alguns minutos depois da grande estréia do filme onde Freixo, único político envolvido de forma esclarecida pelo diretor, dá sua opinião sobre o tema central deste longa.









Nota do autor: Muitas pessoas tem me perguntado o porquê deste filme ter sido lançado depois das eleições. Alguns tentam dizer que houve conspiração (seja de Sérgio Cabral por não ter resolvido o problema, ou seja do Garotinho para se eleger deputado), mas me parece que o principal responsável por isso foi justamente o Freixo. Pelo que eu entendi houve sim um esforço do Padilha em lançá-lo uma semana antes das eleições. Entretanto, o Marcelo Freixo, como disse antes, foi reconhecido tanto pelo Padilha quanto pelo autor do livro Luiz Soares como o  Deputado Fraga (ele até aparece em uma cena do filme), algo que poderia influenciar o rumo das eleições. E como ele era candidato a deputado estadual isso poderia ser considerado como uso indevido de propaganda pelo TRE, mesmo crime que ajudou a caçar o mandato da Rosinha e Garotinho que usaram sua estação de rádio para a campanha. Desta forma, lançar o filme antes da eleição colocaria em risco a carreira do único político honesto que aparece no próprio filme.



Fonte:http://www.ambrosia.com.br/2010/10/14/tropa-de-elite-2-uma-falha-chamada-seguranca-publica

sexta-feira, 8 de junho de 2012

juízes federais se reuniram em um ato contra o ataque do Deputado Federal Anthony Garotinho (PR/RJ) ao Juiz que o condenou por crime de quadrilha.

Notícias

 

 



6 junho 2012

Pedido infundado

CNJ nega recurso de Garotinho contra juiz federal


O Conselho Nacional de Justiça negou recurso do deputado federal e ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho contra a atuação do juiz federal Marcelo Leonardo Tavares no processo que resultou na condenação do político por crime de formação de quadrilha. De acordo com a ministra relatora Eliana Calmon, o pedido de Garotinho é desprovido de qualquer fundamento jurídico e factual, razão pela qual foi rejeitado.

O ex-governador questionava a rapidez com que a sentença foi proferida, alegava que a decisão foi tomada sem que o juiz estivesse na jurisdição e reclamava da falta de imparcialidade do juiz, devido à proximidade da decisão com o período eleitoral.

Relatora do pedido, a corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, negou conhecimento do recurso, pois os fatos narrados no pedido já haviam sido analisados pelo CNJ em dois pedidos de providência e uma reclamação disciplinar. Os pedidos anteriores também foram negados pelo Conselho.

“Os fatos narrados são os mesmos apontados nos autos da reclamação disciplinar e nos pedidos de providências, todos arquivados. Nos referidos procedimentos foram analisadas informações prestadas pela Corregedoria Regional da Justiça Federal da 2ª Região, restando esclarecidos os fatos de maneira satisfatória. Constata-se, pois, na hipótese, a ausência de elementos que efetivamente comprovem quaisquer atitudes por parte do juiz reclamado capaz de consubstanciar a materialidade e autoria de infração administrativa apta a embasar a instrução de procedimento administrativo disciplinar”, disse a ministra.

O voto da ministra foi seguido por todos os demais membros do Conselho, com exceção do conselheiro Tourinho Neto, que se declarou impedido de votar, pois assinou manifesto da Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) em defesa do juiz. Com informações da Agência CNJ de Notícias.

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2012



                                                         OUTRAS NOTÍCIAS 




Rio de Janeiro, 8 de Junho de 2012
21.05

Juízes fazem ato por juiz atacado por Deputado Garotinho

Na última sexta-feira (18), juízes federais se reuniram em um ato contra o ataque do Deputado Federal Anthony Garotinho (PR/RJ) ao Juiz que o condenou por crime de quadrilha. O político deu a entender, em discurso feito na última semana, que o Juiz Federal Marcelo Leonardo Tavares estava seguindo orientações de terceiros, proferindo uma sentença “encomendada”.

Em defesa do Juiz Tavares, a Associação de Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a Associação de Juízes Federais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (AJUFERJES) organizaram um ato de desagravo no auditório da Justiça Federal, no Centro, ao qual compareceram representantes da Associação dos Magistrados do Estado do Rio, Advocacia Geral da União, Ministério Público Federal, Associação dos Juízes do Trabalho e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ).

“Merece repúdio, não só das associações dos juízes federais, mas de todo cidadão, as palavras do deputado federal Garotinho que procuraram atassalhar a honra de um homem de bem, de um juiz honrado, como é o juiz Marcelo Tavares. A atitude do parlamentar é fruto de consciência perversa”, diz a nota assinada pelas associações.

“Foi, sem dúvida, uma tentativa de intimidação do magistrado e de desqualificação de sua honra”, afirma o vice-presidente da Ajufe na 2ª Região, Fabrício Fernandes de Castro.

O processo no qual Garotinho foi condenado é resultante da operação da Polícia Federal chamada ‘Segurança Pública S/A’, que teve por objetivo desarticular uma quadrilha que atuava na Secretaria de Segurança Pública do Rio durante a gestão do referido deputado. De acordo com a investigação, a

estrutura da Polícia Civil do Rio era utilizada para praticar crimes de lavagem de dinheiro, facilitar contrabando e corrupção.




A AME/RJ, representada pelo seu Vice-Presidente Administrativo,
esteve presente no Ato, declarando apoio ao Juiz Tavares

Fonte: Conjur

18.05

Associações de Juízes federais publicam nota de repúdio a Garotinho


Em nota distribuída à imprensa, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (AJUFERJES) manifestam repúdio ao discurso do deputado federal Anthony Garotinho, proferido recentemente no Plenário da Câmara dos Deputados, onde o parlamentar lança dúvida sobre a probidade do Juiz Federal Marcelo Leonardo Tavares que o condenou pelo crime de quadrilha, nos autos do processo criminal que decorreu da chamada “Operação Segurança Pública S/A”.

As entidades consideraram “falso e leviano” o fato de o parlamentar haver afirmado que ”a sentença condenatória teria sido ‘encomendada’ por adversários políticos, apenas pelo fato de o irmão do magistrado, o Coronel da Polícia Militar Aristeu Leonardo Tavares, desempenhar função de confiança junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro”.

Eis íntegra da manifestação das associações:


“Nota à Imprensa”




AJUFE e AJUFERJES repudiam declarações do Deputado Federal Anthony Garotinho sobre a probidade do Juiz Federal Marcelo Leonardo Tavares


A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (AJUFERJES), por seus legítimos representantes, vêm a público manifestar seu mais veemente repúdio ao discurso proferido recentemente pelo Deputado Federal Anthony Garotinho, no Plenário da Câmara dos Deputados.

O parlamentar, de forma irresponsável lança dúvida sobre a probidade do Juiz Federal Marcelo Leonardo Tavares que o condenou pelo crime de quadrilha, nos autos do processo criminal que decorreu da chamada “Operação Segurança Pública S/A”. E fá-lo, ora qualificando o magistrado como “mágico”, por ter, segundo supostas informações de sistema, proferido uma sentença de mais de 300 laudas em apenas uma hora; ora expressamente afirmando que a sentença condenatória teria sido “encomendada” por adversários políticos, apenas pelo fato de o irmão do magistrado, o Cel. PM Aristeu Leonardo Tavares, desempenhar função de confiança junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ora, nada mais falso e leviano.

O Deputado, tudo indica, desconfia das instituições públicas, pois imagina indefectivelmente corrompidas e politicamente engajadas numa improvável conspiração contra sua pessoa.

Poderia o Sr. Garotinho, antes de proferir uma blasfêmia, procurar saber sobre a reputação e histórico profissional do Juiz Federal Marcelo Leonardo Tavares. Assim, saberia que Marcelo Tavares é um juiz probo, estudioso, sério, de grande preparo técnico, agindo, sempre, com imparcialidade e que, constantemente, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região o tem convocado para tarefas de alta relevância e responsabilidade, como se convoca para substituir Desembargadores Federais e dirigir o Foro da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Teria também sido informado que o estofo moral do referido magistrado somente se compara a seu preparo profissional, como professor adjunto da UERJ, autor de vários livros e doutor em direito público com pesquisa efetuada na Universidade de Paris II.

Ouviria seu advogado Eduardo Mayr afirmar, com registro nos autos, sobre “a forma segura” com que o Juiz Marcelo, conduziu o processo, “permitindo às partes dispor de suas provas, com a necessária amplitude e de forma alguma coibindo ou postergando quaisquer de seus direitos, no correto exercício de sua jurisdição”.

Esqueceu o Deputado ofensor que a Corregedora Nacional de Justiça, em representação por ele e outros corréus apresentaram contra Juiz Marcelo Tavares, concluir pela “ausência de elementos que efetivamente comprovem qualquer atitude por parte do Juízo reclamado (o Juiz Marcelo), capaz de consubstanciar a materialidade e autoria de infração administrativa”, tendo sido, pelo magistrado, “esclarecidos detalhadamente os pontos invocados pelo requerente” (CNJ, decisão da Min. Eliana Calmon nos autos do PP nº 0003649-17.2011.2.00.0000).

Não é correto um representante do povo, no caso o Deputado Garotinho, esconder-se atrás da imunidade parlamentar para proferir leviandades pelas quais seria seguramente responsabilizado como cidadão comum.

Merece repúdio, não só das Associações dos Juízes Federais, mas de todo cidadão, as palavras do Deputado Federal Garotinho que procuraram atassalhar a honra de um homem de bem, de um Juiz honrado, como é o Juiz Marcelo Tavares. A atitude do parlamentar é fruto de consciência perversa.

Senhor Deputado, tenha certeza que Vossa Excelência não há de manietar os Juízes por enxovalhar a honra de Marcelo Tavares.

AJUFE e AJUFERJES, mais que emprestar solidariedade ao exemplar Juiz Federal Marcelo Tavares, reafirmam seu compromisso de lutar com determinação na defesa da justiça Federal, instituição essencial à luta contra a criminalidade e à corrupção; à defesa da democracia; e à sobrevivência do próprio Estado de Direito.

FERNANDO DA COSTA TOURINHO NETO - Presidente em exercício da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE).

FABRÍCIO FERNANDES DECASTRO - Vice-Presidente da AJUFE na 2ª Região.

ANTÔNIO HENRIQUE CORRÊA DA SILVA - Presidente do Conselho Executivo da Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (AJUFERJES).



Fonte: Folha.com (07.05.2012)














Esse é o padrinho que Juninho tem!!!
Após ler essa materia temos mais certeza das reais  intençoes de Juninho...
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Após lançar candidatura pela 4ª vez e pela 4ª ele "de$siste!"
Agora diz por ai que apoará Sr º Octávio Carneiro que coitado caiu de gaiato na conversinha mole dele,  Juninho declara apoio incondicional  Srº Octávio, mas para as pessoas mais chegadas a ele (da banda podre) ele diz que será prefeito que nada está decidido e que virá com o apoio do Véio, pq segundo ele o Véio está com ficha suja.
Resumindo  Mais um GOLPE de Juninho pq o PP não pode fecha com o PR, ele diz aos chegados dele que vai esperar que o Véio tentar registrar candidatura ter certeza que está com FICHA SUJA para então cobrar!
Gente, ate que ponto a ganância leva um homem!!!!!!
Isso é vergonhoso as pessoas estão sem saber oque responder nas ruas, não sabem quem será é oque será?
Isso fica cada dia pior, pq quanto mais o tempo passa e as pesquisas feitas ele fica mais apavorado e cai no desespero total, prova disso é essa agora.
Só resta saber se quem vai roer a corda primeiro.
Vamos aguarda as cenas dos próximos capítulos!